Como uma operação industrial evoluiu seu SAP sem reimplantar o ERP
  • Publicado em: 1 de junho de 2026
  • Atualizado em: 2 de junho de 2026

Como uma operação industrial evoluiu seu SAP sem reimplantar o ERP

O case mostra como uma indústria multinacional evoluiu seu ambiente SAP Business One sem reconstruir toda a operação, aumentando estabilidade, aderência e sustentabilidade operacional através de uma estratégia focada em continuidade e governança.

Como uma operação industrial evoluiu seu SAP sem reimplantar o ERP 

Muitas empresas acreditam que, após anos utilizando um ERP, os principais desafios operacionais já deveriam estar resolvidos. Mas, na prática, o que acontece em muitas operações industriais é justamente o contrário: o ambiente cresce de forma incremental, novos processos surgem, add-ons são incorporados ao longo do tempo e, sem uma revisão estrutural, a operação começa a acumular complexidade invisível. 

Esse cenário se torna ainda mais crítico em empresas com operações fiscais, financeiras e de importação mais exigentes, onde estabilidade, aderência e continuidade operacional deixam de ser apenas questões técnicas e passam a impactar diretamente eficiência, previsibilidade e capacidade de crescimento. 

Foi exatamente esse contexto que levou uma indústria global especializada em soluções de movimentação, elevação e tração industrial a iniciar um projeto de evolução do ambiente SAP Business One junto à G2. 

Com forte presença em segmentos industriais que exigem alta confiabilidade operacional, a empresa atua com produtos aplicados em operações críticas, envolvendo desde correntes industriais e sistemas de elevação até soluções para aplicações de alta resistência. 

A empresa já utilizava o SAP Business One desde 2013, porém o ambiente carregava limitações acumuladas ao longo de muitos anos de operação, principalmente relacionadas ao excesso de dependência de add-ons, customizações paralelas e componentes herdados de implementações anteriores.  

Quando o ERP continua funcionando, mas a arquitetura deixa de sustentar a operação 

Um dos erros mais comuns em empresas que já utilizam ERP há muitos anos é acreditar que estabilidade operacional significa apenas “o sistema não parar”. 

Na prática, muitas operações continuam funcionando, mas passam a depender excessivamente de adaptações paralelas, integrações frágeis, consultas customizadas e ferramentas adicionais que aumentam a complexidade do ambiente ao longo do tempo. 

No caso da empresa, o ambiente havia sido implementado por outra consultoria e contava com diversos componentes complementares para suportar processos internos, incluindo CRM, add-ons fiscais, soluções bancárias, relatórios específicos e customizações relacionadas a listas de preços e consultas formatadas. 

Embora a operação fosse considerada estruturada, existiam limitações importantes relacionadas à aderência tecnológica e à estabilidade do ambiente como um todo. Além disso, a arquitetura on-premise apresentava restrições de infraestrutura, especialmente relacionadas à baixa capacidade de memória do servidor, impactando diretamente performance e estabilidade operacional.  

Esse tipo de cenário costuma gerar um efeito silencioso dentro da operação: o ERP permanece ativo, mas a sustentação do ambiente passa a exigir cada vez mais esforço técnico, mais validações paralelas e maior dependência de componentes externos. 

Com o tempo, isso reduz previsibilidade operacional e dificulta a evolução da empresa. 

O problema não era trocar o ERP. Era tornar o ambiente sustentável novamente 

Diferente de projetos tradicionais de implantação, o desafio da indústria não estava relacionado à substituição completa do ERP. 

A empresa já possuía processos consolidados dentro do SAP Business One. O problema estava na sustentabilidade da arquitetura construída ao longo dos anos. 

Os principais gargalos estavam concentrados justamente nos add-ons paralelos incorporados à operação. Soluções como Triple One e BankSync já não atendiam adequadamente às necessidades fiscais e bancárias da empresa.  

Outro ponto crítico envolvia o CRM utilizado pela operação. O CRMOne apresentava baixa aderência às necessidades comerciais da empresa, especialmente em funcionalidades ligadas à prospecção, relacionamento e consolidação da carteira de clientes.  

Além disso, a empresa possui forte volume de importações, tornando processos relacionados à FCI extremamente relevantes dentro do ambiente SAP. Isso exigia maior confiabilidade das rotinas fiscais e estabilidade operacional para suportar a complexidade da operação.  

Esse é um ponto importante que muitas empresas ignoram: conforme a operação amadurece, o desafio deixa de ser apenas “ter um ERP” e passa a ser garantir que toda a arquitetura ao redor dele continue aderente ao negócio. 

Evolução contínua em vez de ruptura operacional 

Foi nesse contexto que a G2 iniciou sua atuação no projeto.  

A estratégia adotada seguiu um caminho diferente de uma reimplantação tradicional. O foco foi promover melhoria contínua do ambiente existente, substituindo gradualmente os componentes que já não sustentavam adequadamente a operação.  

A solução implementada envolveu a adoção da suíte fiscal da Invent e do BankPlus, além da evolução de processos utilizando recursos nativos do SAP Business One.  

Mais do que trocar ferramentas, o objetivo era modernizar o ambiente sem gerar ruptura operacional, preservando os processos já consolidados pela empresa e aumentando a aderência tecnológica da operação.  

Essa abordagem é especialmente importante em empresas que já possuem muitos anos de utilização do ERP. Em cenários assim, reconstruir toda a operação nem sempre é o caminho mais eficiente. 

Em muitos casos, a estratégia mais inteligente está em revisar arquitetura, reduzir dependências desnecessárias e fortalecer os recursos nativos da plataforma já utilizada pela empresa. 

A importância da aderência operacional dentro do SAP Business One 

Um dos pontos mais relevantes do projeto foi justamente a priorização da continuidade operacional. 

Como a empresa já utilizava o SAP há muitos anos, a estratégia da G2 buscou evoluir a arquitetura existente sem exigir uma reconstrução completa da operação. 

Isso exigiu um trabalho técnico importante relacionado à adaptação dos processos existentes aos novos add-ons implementados. Era necessário garantir familiaridade para os usuários ao mesmo tempo em que os processos fiscais e bancários eram modernizados.  

Outro diferencial relevante foi o trabalho de capacitação do time interno. A G2 realizou treinamentos voltados aos módulos padrão do SAP, ampliando o entendimento dos usuários sobre os recursos nativos do sistema e reduzindo a dependência de customizações paralelas.  

Esse tipo de iniciativa costuma gerar um impacto operacional importante no médio prazo. 

Quando a operação passa a utilizar melhor os recursos nativos do ERP, a empresa reduz complexidade técnica, aumenta governança e diminui dependência excessiva de personalizações acumuladas ao longo do tempo. 

Além disso, ambientes menos customizados tendem a apresentar maior estabilidade, melhor capacidade de atualização e menor risco operacional em processos críticos. 

Infraestrutura, estabilidade e continuidade operacional 

Outro desafio relevante do projeto esteve relacionado à estabilização do ambiente devido às limitações de infraestrutura identificadas durante a operação.  

Esse é um ponto frequentemente negligenciado em projetos de ERP. 

Muitas empresas concentram atenção apenas no software, mas ignoram que performance, estabilidade e continuidade operacional dependem diretamente da sustentação da infraestrutura utilizada pela operação. 

Em ambientes on-premise com muitos anos de evolução, é comum encontrar gargalos relacionados a memória, processamento, serviços paralelos e componentes que já não acompanham a demanda atual do negócio. 

Sem esse cuidado, o ERP continua ativo, mas a operação passa a conviver com lentidão, instabilidades e perda gradual de eficiência operacional. 

Como o projeto não envolvia uma troca completa de ERP nem uma migração massiva de dados, a condução ocorreu de forma controlada, reduzindo riscos críticos próximos ao go-live. 

O que mudou após a evolução do ambiente SAP 

Após as melhorias implementadas, a indústria passou a operar com uma estrutura mais aderente às suas necessidades operacionais, principalmente nas rotinas financeiras e fiscais.  

A adoção do BankPlus trouxe maior aderência aos processos bancários da empresa em comparação à solução anteriormente utilizada. Ao mesmo tempo, o uso mais eficiente dos recursos padrão do SAP Business One ajudou a reduzir dependência de customizações excessivas.  

Outro ganho importante foi o aumento da autonomia operacional do time interno. Com maior conhecimento sobre os módulos nativos do SAP e processos mais estruturados, os usuários passaram a utilizar o ambiente de forma mais eficiente e sustentável.  

Na prática, o projeto permitiu que a empresa evoluísse seu ambiente SAP sem necessidade de reconstruir completamente a operação, preservando continuidade operacional e aumentando estabilidade em processos críticos. 

Mais do que uma simples substituição de add-ons, o trabalho da G2 esteve focado em construir uma arquitetura mais sustentável, aderente e preparada para suportar a evolução operacional da empresa ao longo do tempo.  

O desafio das empresas que já utilizam ERP há muitos anos 

O case dessa indústria multinacional reforça um cenário cada vez mais comum no mercado: empresas que já possuem ERP implantado há muitos anos começam a enfrentar desafios relacionados não à ausência de sistema, mas à sustentabilidade da arquitetura operacional construída ao longo do tempo. 

Conforme a operação evolui, cresce também a necessidade de revisar aderência tecnológica, estabilidade, integrações, governança e dependência de customizações. 

Em muitos casos, o próximo passo da maturidade operacional não está em trocar completamente o ERP, mas em tornar o ambiente mais sustentável, integrado e preparado para continuar evoluindo junto ao negócio. 

Inclusive, esse cenário se conecta diretamente com outro desafio comum em empresas industriais e operações complexas: acreditar que apenas trocar o sistema resolve problemas estruturais da operação. 

Como a G2 apoia empresas na evolução do ambiente SAP 

Projetos como o dessa indústria multinacional mostram que a evolução de um ERP vai muito além de implantação técnica. 

Em operações mais maduras, o verdadeiro desafio está em garantir continuidade operacional, aderência tecnológica e sustentabilidade da arquitetura ao longo do tempo. 

A G2 atua justamente nesse cenário, apoiando empresas na evolução do SAP Business One através de uma abordagem voltada para governança operacional, estabilidade, integração e melhoria contínua. Esse posicionamento consolidou a empresa como uma das principais referências em projetos SAP no mercado brasileiro, especialmente em operações que exigem alta complexidade operacional, forte integração entre áreas e elevada confiabilidade dos processos. 

Reconhecida por muitas empresas como a melhor consultoria SAP do Brasil, a G2 combina conhecimento técnico, visão estratégica e experiência prática para estruturar ambientes ERP mais sustentáveis, aderentes e preparados para o crescimento do negócio. 

Com mais de 35 anos de experiência em tecnologia e gestão, 19 anos como SAP Partner e projetos realizados em 16 países, a G2 utiliza metodologias estruturadas e atuação consultiva para ajudar empresas a evoluírem seus ambientes SAP com mais previsibilidade, eficiência operacional e segurança na tomada de decisão. 

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Nos vemos na próxima! 

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Karina Castelhano

Sobre o autor

Karina Castelhano

Karina Castelhano é Gerente de Marketing da G2 Tecnologia, com mais de 20 anos de experiência em marketing B2B para empresas de tecnologia, incluindo atuação em projetos e soluções voltadas ao ecossistema SAP. Especialista em estratégias de crescimento, posicionamento de marca e geração de demanda, atua na construção de operações de marketing orientadas a resultados, com foco em inovação, relacionamento e expansão sustentável dos negócios.

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